
Vitor Botelho
Product Designer.
Eu desenho produtos de ponta a ponta. Aprendi o ofício sem rede de proteção e funciono melhor onde o problema ainda está sendo descoberto.
A versão curta.
A maioria dos product designers aprende o ofício dentro de uma empresa estruturada. Outra pessoa já delimitou o problema, escreveu o briefing, pesou os tradeoffs. O designer chega depois que várias pessoas já passaram por ali.
Eu vim pelo caminho contrário. Cada projeto em que trabalhei era meu para descobrir. Eu tinha que decidir se o problema valia a pena, propor a direção, defendê-la na frente de quem estava pagando e ficar com o trabalho até ele ir para o ar. Não havia PM para definir a prioridade, nem time de pesquisa para me entregar a resposta, nem designer sênior para revisar o arquivo antes de ele sair.
Essa foi a restrição e a professora. Me ensinou a começar pela pergunta antes do artefato, a falar com o negócio na língua dele e a tratar o handoff como o meio do projeto, não o fim. O trabalho do qual mais me orgulho é aquele em que precisei defender a coisa certa.
Agora procuro o próximo passo: um produto em que valha a pena se comprometer, um time que leve design a sério e um problema que ainda esteja sendo descoberto. Se for isso que você está construindo, eu gostaria de conversar.
Algumas coisas em que acredito.
Um design que precisa de explicação falhou antes de lançar.
Se o case precisa defender a interface, a interface perdeu. O trabalho se justifica sozinho ou não funciona.
As melhores decisões de design geralmente não são decisões de design.
Cortar uma funcionalidade, mudar um preço, matar um fluxo. Os maiores ganhos estão antes da tela.
Processo é ferramenta, não religião.
Frameworks são úteis até atrapalharem o trabalho. O objetivo é entregar algo bom, não performar uma metodologia.
O handoff é o meio do projeto, não o fim.
A maior parte do que torna um produto bom ou ruim é decidida depois que o design é aprovado. Se eu saio no handoff, não terminei o trabalho.
Vamos trabalhar juntos?
Me conta o que você está construindo. Se fizer sentido, a gente resolve o resto a partir daí.